Seja Bem Vindo!

Eu não preciso de ti. Tu não precisas de mim. Mas, se tu me cativares, e se eu te cativar...Ambos precisaremos, um do outro. A gente só conhece bem as coisas que cativou, por isso tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas!

(Antoine de Saint-Exupéry).


sábado, 31 de julho de 2010

Sinais do fim



Já não sentia mais todo aquele fogo quando olhava em seus olhos.
Não entendia direito como isso podia ter acontecido.
Era sempre tão bom estarem juntos, falavam sobre tudo, riam...e o melhor de tudo, ao menor toque dele...ela sentia incendiar seu corpo.
Mas agora, alguma coisa parecia estar muito errada...
A pele não arrepiava mais mais quando ele lhe dizia malícias aos ouvidos, mas há quanto tempo ele não fazia mais isso?...ela já não se lembrava mais.
Talvez porque ela sempre dava um jeito de esquentar as coisas, certamente com receio de questionar e descobrir que poderia haver alguma coisa realmente errada.
Ou seria por que ela mesma não queria saber de mudanças bruscas naquele momento e por sua vez também deixava passar, fingindo que não via?
Será que ambos não seriam cúmplices também no silêncio velado, fingindo não perceber as mudanças que agora gritavam diante de seus olhos?
Até que ponto esta cumplicidade não os teria cegado?
Até que ponto o comodismo e a segurança de ter alguém por perto não os proibiu de ver o que na verdade era difícil enxergar?
Eram tantas as perguntas que se fazia naquele momento...
Como quisera saber sequer uma resposta...entender...
Por que olhava para ele e sentia estar diante de um estranho?
Como, quando e onde tinham se perdido assim um do outro?


By: Mari

5 comentários:

Denise disse...

Dúvidas tristes, cujas respostas...talvez nem interessem mais - pois que se perderam um do outro no caminho, sem aviso, sinal ou alarde. Triste, igualmente triste...

Que bom estarmos juntas lá tb, Mari.
Bjão, querida.
Bom domingo!!

manuel marques disse...

"O amor é o princípio de tudo, a razão de tudo, o fim de tudo ."

Beijo.

Cacá disse...

Hoje, depois de tudo o que vivi e vi, relativizo quase tudo. Havendo cumplicidade madura e reciprocidade ampla, vai se tentando até descobrir um e outro se o amor é mesmo sólido ou se de fato já não existe mais. Abração, Mari! Paz e bem.

Alma Inquieta disse...

Olá Mari,

muito lindo o texto..., às vezes nunca chegamos a descobrir o ponto onde nos perdemos...

Minha linda, no meu blog e no do Sergio tem uma homenagem ao teu maravilhoso país e a ti também...

Um beijo e um excelente domingo.

Yasmine Lemos disse...

Bom dia Mari...
o fim chega quando sentimos aquel vento frio entre um pequena troca de olhar indiferente.
Mas sempre existe outro começo,lá no fim.
beijo e uma otima semana

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