Seja Bem Vindo!

Eu não preciso de ti. Tu não precisas de mim. Mas, se tu me cativares, e se eu te cativar...Ambos precisaremos, um do outro. A gente só conhece bem as coisas que cativou, por isso tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas!

(Antoine de Saint-Exupéry).


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Porque, quando sou fraco, então é que sou forte!

São Paulo
O pior sentimento que podemos sentir é o sentimento de impotência, quando queremos fazer algo e não temos como; quando desejamos do fundo do nosso coração mudar as coisas que estão erradas e não conseguimos; quando gostaríamos de pegar uma pessoa no colo, fazê-la dormir dizendo assim: 


"Olha, quando você acordar amanhã tudo vai ser novo, a dor vai ter passado, a tristeza terá terminado...o pesar terá acabado. Quando você acordar tudo terá um novo significado e você será feliz!"


Mas infelizmente, não é assim que funciona. 
Ainda não nos foi dado tamanho poder, tamanha força para mudar destinos, transformar dor em alegria, choro em sorriso, dúvida em certeza...não, não temos este poder e nem deveríamos ter toda esta pretensão.
Mas acontece que quando vemos alguém que amamos sofrendo, gostaríamos de ser uma super heroína, igual a que vemos nos desenhos animados...


O que se pode fazer então, para transferir a força que temos para quem tanto precisa?
Como podemos fazer transfusão de amor, de alegria, de vontade de viver, de esperança e principalmente de fé?
Ver alguém tão perdido, sem direção, dói demais, dói muito.
O que eu acredito, do fundo do meu coração é que às vezes somos nós os nossos maiores carrascos...quando falamos uma coisa e por não acreditar verdadeiramente no que dizemos, não conseguimos chegar onde tínhamos planejado. E não fazemos isto assim, conscientes não!
Fazemos inconscientemente, parece que acreditamos, mas no fundo a gente acaba se boicotando.
E não é porque somos medrosos, é porque estamos frágeis, nos falta força e somos dominados pelo cansaço. Esquecemos em algum ponto do caminho como é que se sonha.
Mas tem que ter uma hora na qual vamos virar o jogo e até esta hora chegar, serão muitos momentos de altos e baixos, serão muitos os momentos de recaídas violentas, muitos momentos nos quais a vontade de desistir vai ser grande...
Agora tem uma coisa, não podemos ceder a estes desejos sombrios que muitas vezes assolam a nossa alma e turvam a nossa visão, há que se ter uma força hercúlea para conseguir mudar de sintonia; há que se ter uma vontade de ferro para não sucumbir diante de pensamentos mesquinhos e perigosos...e nestes momentos, eu, Mari, só vejo uma saída...a fé que temos em nossa vida.
Pois nestas horas, quando sentimo-nos completamente perdidos, só mesmo uma Força Maior pode nos valer e nos fazer reagir diante do caos em que nos encontramos.


Alguns podem até dizer que é fácil falar quando não se está atravessando um rio de águas turbulentas...
Podem até dizer que é fácil ensinar o caminho quando não se está perdido...
Poderão dizer ainda que é fácil apontar o problema quando se está vivendo em paz...
Ou que é fácil falar quando já se viveu mais e se tem experiência...


Mas então eu lhes direi que eu já naveguei por rios de águas turbulentas, que eu já me senti mais perdida do que cachorro que caiu do caminhão no dia da mudança, que eu já vivi períodos de intensa guerra interior...e que eu também já fui mais jovem e menos experiente!


E como então passei por tudo isto e cheguei até aqui inteira? Porque eu não cheguei aqui faltando pedaços de mim?
Como qualquer pessoa, eu também já me machuquei tanto que minha alma ficou meses na UTI; já chorei tanto que as lágrimas secaram; já sofri desilusões de todo tipo; já me decepcionei a ponto de ter doença emocional...e por algumas poucas vezes senti uma imensa vontade de desaparecer...mas nunca, em momento algum eu deixei de ter FÉ...e sei que é  por isto e pela minha determinação que venci cada etapa difícil, que superei cada obstáculo, que renasci cada vez que me senti morrer um pouquinho.


E o grande barato nisso tudo é que eu não sou melhor do que ninguém, não sou mais forte, não sou mais determinada, não sou mais privilegiada, não sou mais importante...do que ninguém.
Acredito que o diferencial está na minha fé, na minha certeza inabalável de que Deus não me desampara nunca, e, de que todas as dificuldades e problemas só servem  para nos lapidar, para nos tornar seres humanos melhores e mais dignos, para nos proporcionar o crescimento espiritual e emocional.
E se pararmos para pensar de verdade...temos muitos mais momentos bons do que ruins...é que geralmente o ruins deixam feridas que demoram um pouco mais para cicatrizar...mas elas cicatrizam sim!



Planos a gente faz, a vida desfaz e a gente refaz...
Sonhar a gente precisa sempre, não pode parar nunca!
Eu acredito sinceramente em você....mas e você, acredita?

(By: Mari)

12 comentários:

Yasmine Lemos disse...

Mari, seu texto é tão real, já sei , já vivi bem essas coisas. Descobri nisso tudo que até para sofrer é preciso ter uma dignidade, porque nos cobram também na dor.
beijo e um ótimo dia

Flavio Ferrari disse...

Viver o luto é importante para superar a tristeza.
Se durar muito, aí pode ser depressão clínica ... nenhuma vergonha tomar medicação para consertar os efeitos dessa vida maluca.
Agora, quando o problema é o sentido da vida, cada um tem que encontrar o seu, seja numa força maior, seja no prazer dos pequenos pecados.

sandra Freitas disse...

Nem me fala..o problema é quando parece que nunca vai cicatrizar....
o tempo parece eternidade quando tá doendo algo na gente...e a vontade de deixar de existir é contínua..mas não é deixar de viver, é deixar de sentir dor..
Lindo texto Mari..de algum jeito a nossa forma sempre vem do Alto, de Deus mesmo, por que se dependesse unica e exclusivamente de nós, sucumbiriamos..
Bjokas amiga linda..

Cacá disse...

Bom dia, Mari! Assim é que é bom! Pra cima! Sempre!

Eu acho que valorizamos demais nossas quedas quando deveríamos valorizar menos. Assim como desvalorizamos demais as nossas consquistas quando deveríamos usá-las como reforço de energia para frente.

Eu acho que, às vezes entregamos demais a responsabilidade por nós mesmo para Deus, fazendo pouco a nossa parte.

Eu acho que somos mais projeções daquilo que esperam de nós do que sermos nós mesmo.

Eu acho que a smatória disso tudo pode nos manter em constante crise existencial, mais do que a realidade cruel, tantas vezes, já faz por si só.

Parabéns pelo maravilhoso texto. Meu abraço. Paz e bem.

Tatiane Garcia disse...

Bom dia Mari!!!

bela reflexão...quem de nós nunca passou ou se sentiu assim???

beijoks

Mari disse...

Pois os comentários de todos vocês, só fizeram enriquecer aquilo que eu quis dizer aqui.
Obrigada!
Beijos

JOE ANT disse...

Tento acreditar...
Mas, há sempre alguns "mas"...
...
Uma coisa posso dizer:
Desde que leio os seus escritos...
fico ansioso por outros.
...
Pois todos eles me dão uma razão para viver a Vida.
E acho, pelos ensinamentos, que vivo
de uma forma boa de "vida vivida"

Maria Marli disse...

Olá Mary, sou Marli , também sou de São Bernardo do Campo, atualmente vivo na Suiça, e sempre navegando na Net e encontrando coisas tão lindas , assim como você, estava procurando alguma coisa "de por dentro sou fraco" e encontrei o seu Blog, confesso que amei!!
Tudo que vc escreve tem paixão, que coisa linda... parabéns, já sou sua fã...vou entrar sempre e aprender com vc...
bjs
Marli

Mari disse...

Joe...

Você é um amigo querido, obrigada por suas palavras, elas me incentivam muito!
Beijo

Mari disse...

Oi marli,

Obrigada por suas palavras carinhosas, minha conterrânea!
Seja sempre bem vida e fique à vontade!
Beijos

Eliane Alves disse...

Olá Mari,

Adorei seu blog...A sensibilidade e delicadeza dos textos é um presente prá quem passa por aquí.

Parabéns!

789 disse...

Olá!
Gostei da sua forma simples de apontar sentimentos tão complicados. Somos tão desejosos de não passar por momentos de deserto, de tormenta espiritual, pois esquecemos que a vida é uma caminhada e que são eles que nos mantém no caminho certo. Minha geração é de pessoas fracas, pois não aprenderam a se fortalecer na fragilidade da alma. Tinha um padre que já faleceu que dizia que o céu, no sentido espiritual, é das pessoas violentas, que tem garra para não deixar-se esmorecer no meio da tormenta. Eu estou passando pela tormenta e às vezes realmente dá uma vontade de desistir. Não somos preparados para o sofrimento, mas é ele que nos prepara para a vida.

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