Seja Bem Vindo!

Eu não preciso de ti. Tu não precisas de mim. Mas, se tu me cativares, e se eu te cativar...Ambos precisaremos, um do outro. A gente só conhece bem as coisas que cativou, por isso tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas!

(Antoine de Saint-Exupéry).


quinta-feira, 28 de maio de 2009

Reflexão para hoje....


Hoje pela manhã no caminho para o trabalho, esta uma cena paracida com esta chamou minha atenção.
Os moradores de rua estão por aí (infelizmente, aos montes), porém, nesta época do ano que começa a esfriar, parece que eles ficam mais visíveis ou a gente mais sensível à sua presença. Enfim, fiquei pensando que triste destino o deles.
Se a gente aceita o fato de que Deus é um Pai maravilhoso e só quer o bem de seus filhos... Fica maluco diante destas e de outras situações com as quais nos deparamos diariamente
Por isso eu acredito firmemente, que muitas das situações pelas quais passamos ao longo de nossas vidas, só podem ser frutos de nossas próprias escolhas, seja nesta ou em outra existência, ou de ações recebidas de outras pessoas; só assim tantas coisas se justificam e ficam compreensíveis para mim.
Sei, que fiquei parada esperando o farol abrir, olhando para aquela moça, tão maltratada... (ela tinha mais ou menos a idade do meu filho), ela era sofrida, precisava de um banho, tinha as roupas sujas e rotas e o olhar triste e desesperançado. Ela não estava pedindo nada, só estava ali, sentada, olhando para o nada.
Uma buzinada forte e fui chamada de volta à realidade, o farol tinha aberto e o povo queria movimento. Engatei a primeira e sai, mas aquela imagem ainda não saiu da minha mente.
Tentei imaginar o que aquela moça poderia estar sentindo...
Pensei também quais teriam sido os seus sonhos ou se ela ainda conseguia sonhar.
Será que tem família ou está abandonada à própria sorte?
Nunca vi, em minha vida, um olhar mais triste do que aquele que ela tinha...
Nunca senti tamanha sensação de impotência... E tamanha compaixão.
Mas... segui meu caminho, precisava ir para o trabalho...foi duro retomar a rotina, voltar à minha suave e feliz realidade... Indo para o trabalho no meu carro, com roupas limpas, perfumada e com a certeza de ter um lar e uma família para onde voltar.
Realidades tão distantes e contraditórias, a minha e a daquela moça do farol...
Sinto que vai demorar um pouco pra digerir este assunto...serão momentos de muita reflexão e de muito agradecimento também!

By: Mari

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