Para que a tarde de vocês seja perfeita!
Afinal...hoje é sexta-feira!
Fico às vezes reduzida ao essencial, quer dizer, só meu coração bate.
(Clarice Lispector)
Eu sou à esquerda de quem entra. E estremece em mim o mundo. (...)
Sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.
Sou um coração batendo no mundo.
(Clarice Lispector)
“Sou tão misteriosa que não me entendo.”
(Clarice Lispector)
O meu olhar é nítido como um girassol,
Tenho o costume de andar pelas estradas,
Olhando para a direita e a esquerda...
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento,
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial que tem uma criança se ao nascer,
reparasse que nasceras deveras...
Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do Mundo
Creio no mundo como um malmequer
Porque o vejo, mas não penso nele,
Porque pensar é não compreender.
O mundo não se fez para pensarmos nele.
(Pensar é estar doente dos olhos).
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia, tenho sentidos...
Se falo na natureza não é porque a amo, amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama.
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência.
E a única inocência é não pensar.
(F. Pessoa)
Amar os outros é a única salvação individual que conheço:
ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.
(Clarice Lispector)
Divido-me milhares de vezes em quantas vezes quanto os instantes que decorrem,
fragmentária que sou e precários os momentos -
só me comprometo com a vida que nasça com o tempo e com ele cresça:
só no tempo há espaço para mim.
(Clarice Lispector)
Amo como ama o amor.
Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar.
Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?
(Fernando Pessoa)
Tudo tem que ser bem leve para não me assustar e não assustar os que amo.
Pedem-me pouco, pedem-me quase nada.
O terrível é que eu tenho muito para dar e tenho que engolir esse muito e ainda por cima dizer com delicadeza:
"Obrigada por receberem de mim um pouquinho de mim!"
(Clarice Lispector)







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